19/10/09

Seu filho tem MEDO??

Por que as crianças sentem medo?

É na infância, sobretudo até os 5 anos, que uma série de temores afloram de maneira mais intensa. Aprenda a detectá-los e deixar os baixinhos mais tranquilos nessa hora

Por Giuliano Agmont

O medo faz parte da natureza humana. É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo diante dos perigos e uma importante etapa do amadurecimento afetivo de bebês. A tarefa dos pais é ajudá-los a lidar com os próprios temores, que tendem a florescer ainda mais nos primeiros aninhos de vida. Mas qual o limite entre o medo normal e o exagerado? O que fazer quando o pequeno começa a sofrer? Para a psicóloga Maria Tereza Maldonado, de São Paulo, o saudável é buscar o equilíbrio. “A falta de medo expõe a criança ao risco e o excesso dele faz com que ela se feche, numa espécie de prisão sentimental”, explica a especialista. “O ideal é ajudar a criança a identificar o medo ‘amigo’ e o medo ‘inimigo’. O primeiro ela deve obedecer, e o segundo, desobedecer.”

Na prática, o que se espera é que o pequeno aprenda a dominar seus temores e não ser dominado por eles, assim como acontece com os adultos. A diferença é que meninos e meninas têm uma percepção mais inocente dos acontecimentos, uma imaginação bastante fértil e uma menor capacidade de discernimento dos fatos. “Esses três ingredientes juntos transformam um simples ralo de piscina na mais pavorosa ameaça à vida humana”, ilustra Maria Tereza, cujo filho passou por essa situação. “Ele viu uma folha ser tragada pelo ralo e deduziu que o mesmo aconteceria com qualquer um que entrasse na água.”

Identificar a origem ou mesmo a existência do medo infantil exige dedicação. É preciso estar atento aos sinais demonstrados pela criança e saber conversar com ela sobre o que lhe causa pavor. Os pais e os responsáveis devem dar corda e valorizar tudo o que a garotada diz. Também precisam lembrar-se de que nem sempre os pequenos se comunicam por palavras. “A oportunidade de se expressar dá à criança a chance de encontrar a saída sozinha”, garante Maria Tereza.

Sintomas
O medo excessivo causa reações fisiológicas e comportamentais na criança. Coração palpitante, calafrios, suor nos pés e nas mãos, sono intranquilo, descontrole para fazer xixi, diarreia e dor de barriga são alguns dos indícios do problema. “Quando esse quadro se instala, a saúde da criança pode ser prejudicada por causa de uma desidratação ou anemia, por exemplo”, alerta a psicopedagoga Eliane Pisani Leite. As reações comportamentais – inibição e agressividade – por sua vez prejudicam a rotina da criança, mas podem se agravar e virar fobias, caracterizadas por reações exageradas que fogem ao controle da criança. Para detectar essas situações o quanto antes, conheça os principais tipos de medo.


0 a 18 meses
Barulhos estranhos ou altos, luzes intensas, pessoas estranhas e riscos de quedas. O bebê chora ou fica irritadiço e agitado.

18 a 36 meses
Água, pessoas mascaradas (Papai Noel), escola e tudo o que for estranho à sua rotina. É importante saber que a zona de conforto do bebê está ligada à ordem.

3 a 5 anos
Fantasias assustadoras, como monstros e fantasmas. É a fase da imaginação fértil, que pode se intensificar na hora de dormir. Ela acontece por causa do desenvolvimento da massa cinzenta. Vale lembrar que a capacidade de imaginação aumenta à medida que ocorre o desenvolvimento biológico do cérebro.

A partir dos 6 anos
Medos mais vinculados à realidade, como o de ladrões e o de acidentes em geral. A família deve transmitir a malícia necessária para a criança ter segurança. Nessa hora, é importante demonstrar como agir em uma piscina ou, então, o que fazer diante do assédio de estranhos.


Terror noturno
É um medo patológico que, estima-se, atinge até 15% das crianças em idade pré-escolar. As causas não estão totalmente esclarecidas. O pequeno acorda sobressaltado durante a noite e demonstra estar mais apavorado do que o razoável, com semblante de terror. É difícil acalmá-lo. Ele praticamente não consegue acordar completamente durante a crise e costuma transpirar bastante. O coração também dispara. Em geral, a criança não se lembra do que a assustou ou tem apenas uma lembrança imprecisa de algo pavoroso durante o sono. Nesse caso, é importante sempre tranquilizá-lo sem gritos e buscar ajuda profissional de psicólogos ou psiquiatras.

Como lidar com o medo infantil

- Dê atenção, questione e estimule a criança a enfrentar o medo irreal (ou inimigo): ela encontrará sozinha uma solução para suas fantasias. Exemplo: a sombra na parede pode se transformar em uma aliada no confronto dos medos (em vez de causá-los).

- Não gaste tempo demais falando sobre o assunto para evitar que a criança fique ainda mais ansiosa. Mude de tópico, distraia.

- Fale a verdade sobre os medos reais (ou amigos) para que a criança construa noções de perigo. Exemplo: ela tem de saber que escadas, piscinas e animais presos representam riscos. Mas faça isso sem aterrorizá-la.

- Brinque com seu filho e entre na fantasia dele (a do bicho-papão, por exemplo): experiências lúdicas ajudam os pequenos a lidar com seus anseios.

- Bonecos e brinquedos treinam a criança para a vida. Os pequenos costumam representar em brincadeiras o sentimento de medo frente a uma situação real, como a ida a um hospital.

- Avalie a intensidade do medo e fique atenta para o limite da normalidade, que é a rotina saudável de vida.

- Faça a apresentação formal das pessoas para que a criança saiba que aquele estranho tem autorização do pai para se aproximar. É verdade que nem sempre isso funciona. Nesse caso, é preciso ter paciência e saber dar tempo ao tempo. Essa fase passa. Mas é importante não confundir o choro da criança que fica sem a mãe a semana inteira e não quer largar o colo no fim de semana do choro de medo de estranhos.

- Ofereça objetos para ela se sentir mais segura, principalmente na hora de dormir sozinha. São os chamados objetos transicionais, que reduzem a ansiedade da criança durante a passagem da vida desperta para o sono. Pode ser o famoso ursinho, o naná, a boneca e até a mantinha. O importante é que ele tenha algo familiar à mão para enfrentar os temores na hora de dormir.

- Jamais use o medo da criança como meio de poder: além de cruéis, ameaças de deixar o filho sozinho ou no escuro reforçam o medo inimigo.

7 comentários:

  1. Oi flor, adorei sua visitinha lá no blog,sua bb é mto linda.Estou acompanhando vcs tá?

    Beijocas!

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  2. OI QUERIDA!!GOSTARIA MUITO DA SUA AJUDA, POIS MEU FILHO DE 8 ANOS ,QUE SEMPRE DORMIU SOZINHO,DESDE DE O NASCIMENTO INCLUSIVE,SEMPRE FOI INDEPENDENTE (IA AO BANHEIRO SOZINHO AOS 3 ANOS Á NOITE) AGORA NÃO DORME MAIS SOZINHO,PARECE QUE FICA DEPRIMIDO QUANDO VAI CHEGANDO A NOITE,ME CHAMA MILHARES DE VEZES Á NOITE.NÃO SEI MAIS O QUE FAZER...TENHO CARINHO E PACIENCIA MAIS MESMO ASSIM TA DIFICIL,FOI NA PSICOLOGA MAIS DEPOIS O CONVENIO CORTOU PORQUE COMPLETOU AS 12 SESSÕES.ESTOU MUITO AFLITA!!!ME AJUDE!!! ME CASEI DE NOVO E APESAR DE ELE AMAR O PADRASTO PENSO QUE PODE SER ISSO,ELE TEM ÓTIMA CONVIVENCIA COM O PAI,ELE É ÓTIMO PAI,MAIS NÃO CONSIGOM ACHAR UMA SAIDA!!MEU EMAIL É KARYNECORDEIRO@BOL.COM.BR

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  3. queria saber como lidar com minha filha de 7 anos ela tem medo de bonecas fala serio oque faço ela tem medo da boneca da bladimeurwi loira do espelho e do diabo e ele ja viu ele eagora me ajude meu email nao posso revelar deixe a resposta que eu entro e vejo meu nome é nathalia obrigado.

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  4. Olá, meu nome é Fabíola sou mãe da Letícia de 03 anos e 07 meses, queria saber se é normal o medo da minha filha, ela tem medo"pavor" ela ficou no meu colo o tempo todo ontem na queima de fogos, ela não chega nem perto onde tem papai noel, tem medo de bicho, estamos preocupados por achamos que é um medo excessivo e não sabemos como lidar com isso me ajude por favor.
    grata

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    1. OLá amiga meu filho de 3 anos está assim também , ele tem pavor de fogos, chega a vomitar de tanto pavor .... Não sei lidar com isso. Pode ser fase???
      Ontém no colégio um helicóptero pairou no playgrownd, fez um barulho enorme , hoje ele não queria ir ao colégio, mas foi , na hora do intervalo , ele vomitou e não comeu nada ... Já está fugindo do controle , o corpo está reagindo ao medo , e isso não é bom .... vou procurar ajuda profissional .

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  5. minha filha tem medo de coisas absurdas, de mosca, mosquito, esses dias entrou em pânico a chegar ao ponto de estremesser e chorar apavorada, de medo de um cachorro que ela viu que eu nem se quer havia percebido, ela tem 3 anos e meio, eu nunca a assustei com nada tanto que dorme sosinha no quarto a noite...q fazer....

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  6. MEU FILHO TEM 6 ANOS ,TEM MEDO DE TUDO E É MUITO IRRITADO PERDE A CALMA MUITO RAPIDO,GRITA CHORA ,TENHO OUTRA FILHA DE 3 ANOS E É TOTALMENTE DIFERENTE TRANQUILA,NÃO TEM MEDO PELO CONTRARIO ELE QUEM TA TRANSFERIDO O MEDO DELE PRA ELA O QUE EU FAÇO PRA QUE ELE FIQUE TRANQUILO E SEM MEDOS???MEU EMAIL:ELY13_PEREIRA@HOTMAIL.COM,POR FAVOR ME AJUDE!

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